Fernando Luz

Sobre redes sociais corporativas, blogs corporativos e reputação de marca

Posted in 1 by fernandoluz on agosto 21, 2009

post20080320Pessoas gostam de conversar. Apresente duas pessoas com algo em comum, coloque-as em um lugar bacana e as deixe lá. Você vai ver uma infinidade de possibilidades que podem acontecer.

O que você fez? Cedeu o lugar. O que acham de você? Um cara legal. O que você ganha com isso? Outra infinidade de possibilidades.

O Cris Dias chama isso de whuffie, eu gosto de chamar de reputação. E se reputação já vale muito para uma pessoa, para uma empresa, a reputação de marca vale muito mais do que muito por cento em vendas, viu?! (sim, merece até ponto de exclamação)

Logo quando eu comecei a faculdade, lembro que a professora Juliana Chacon falou um pouco sobre o amor que um pré-adolescente sente por uma marca quando vai em um evento como a Coca Cola Vibezone e dá seu primeiro beijo num estande chamado ‘beijódromo’.

Realmente, isso vale ouro. Mas aí eu olho em volta e penso: Onde mais as pessoas podem interagir em um lugar bacana?

Isso mesmo, aqui, na internet!

Eu sei que já existem um milhão de redes sociais, sites lindos feitos em flash, blogs corporativos com bons conteúdos e afins, mas sou contra a máxima que diz: entre no já existente, ao invés de criar um novo. É claro que, no mínimo, qualquer marca decente deve estar nas redes sociais mais comuns para interagir com quem está lá, entretanto, eu sonho com o dia em que as empresas, ao invés de queimarem tanto dinheiro com meios de comunicação que não representam resultado nenhum, vão criar plataformas inteiras e disponibilizar gratuitamente para as pessoas interagirem por meio delas.

Aí você vem e me fala, mas pô Fernando, mais uma rede social? Já têm tantas! Para quê isso?

E eu te respondo com uma historinha:

Alberto acorda, reza o pai nosso, toma café com os pais, vai para a faculdade de ciências da computação, almoça em um restaurante vegetariano, vai para a imobiliária de sua família onde ajuda no financeiro, vai para a academia, passa em casa e posta algo em seu blog, vai à escola de inglês, de lá, vai para o ensaio do trio de jazz em que é baterista, na volta, passa na faculdade de sua namorada para buscá-la, fica um pouco com ela e vai novamente para casa, liga o computador, modera uns comentários, responde uns e-mails, sobe umas fotos e, finalmente, vai dormir. Claro, o dia inteiro ouvindo música e falando com seus amigos, seja pelo telefone, MSN, skype, twitter whatever.

Aberto é uma pessoa normal. Ou melhor, é um monte de pessoas normais. Ou seja, ele faz diversas coisas, se interessa por diversos assuntos, consome várias marcas e, o mais importante, é baseado em fatos reais.

Se ligou na oportunidade?

Ainda existem diversos nichos para serem explorados pelas empresas nas mídias sociais.

Já pensou como os Vegs iam gostar de entrar em uma rede social só para Vegetarianos? Ou, os músicos, em uma só com foco em músicos de Jazz amadores? Não ia ser legal um blog atualizado diariamente com exclusivas vídeo-aulas de bateria de três minutos por alguns dos melhores bateristas de jazz? Agora, o mais legal de tudo, e se tudo isso fosse patrocinado por marcas? Já pensou que ótimo, para ambos os lados?

Ainda é tudo muito novo, eu sei, mas existe tanta coisa do mundo off que pode vir para o on-line… Cabe às marcas abrirem os olhos para essas oportunidades que, além de aumentar sua reputação, no fim das contas acabam aumentando também àquela porcentagem nas vendas que os diretores tanto gostam. E, no fundo, é isso que importa.

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3 Respostas

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  1. Felipe Carriço said, on agosto 21, 2009 at 3:29 pm

    E o interessante é que isso não precisa ser uma ação de alto custo. Existe uma rede chamada Ning (http://www.ning.com/) que oferece o serviço de criação de redes sociais pessoais (ficou estranho assim, mas é basicamente isso).

    Os profissionais de mídia que se cuidem. Vem muito trabalho por aí!

  2. Fernando Luz said, on agosto 21, 2009 at 4:13 pm

    Com certeza!

    E nós estamos aqui para atender essa demanda, né Felipe? 😀

    abçs

  3. […] e artigos interessantes sobre comunicação e marketing que encontro por aí. Enquanto, aqui, posto textos um pouco mais aprofundados sobre esses temas e entrevistas com profissionais da […]


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